


Ar-condicionado, telas e alterações na lágrima podem agravar os sintomas da doença
Ar-condicionado, baixa umidade e longos períodos em frente às telas podem contribuir para o surgimento ou agravamento do olho seco. A condição, porém, tem diferentes causas e, por isso, o tratamento depende da avaliação de cada paciente.
O olho seco ocorre quando a quantidade ou a qualidade da lágrima não é suficiente para manter a superfície ocular adequadamente lubrificada. Em ambientes com ar-condicionado, a menor umidade e o fluxo de ar favorecem a evaporação da lágrima. O uso prolongado de computadores e celulares também pode agravar os sintomas, já que a concentração reduz a frequência das piscadas.
Entre os sinais mais comuns estão ardência, vermelhidão, sensação de areia ou corpo estranho, desconforto e visão embaçada. Os sintomas podem se intensificar ao longo do dia e variar de acordo com a causa e a gravidade do quadro.
Mas, afinal, olho seco tem cura?
A resposta depende da causa. Em algumas situações, a correção do fator responsável pode resolver o problema. Em outras, principalmente nos casos relacionados a alterações crônicas da superfície ocular ou das glândulas responsáveis pela qualidade da lágrima, o tratamento busca controlar a doença, reduzir os sintomas e manter a superfície ocular saudável.
Por isso, usar colírios por conta própria pode não ser suficiente. O oftalmologista precisa identificar se existe deficiência na produção da lágrima, evaporação excessiva, alterações nas pálpebras ou nas glândulas de Meibômio, além de outros fatores que podem estar relacionados ao quadro. A partir dessa avaliação, podem ser indicados lubrificantes, medicamentos, cuidados com as pálpebras e tratamentos específicos.
Quando a tecnologia pode fazer parte do tratamento?
Nos casos de olho seco evaporativo associado à disfunção das glândulas de Meibômio, existem alternativas terapêuticas que vão além do uso de lágrimas artificiais.
O E-EYE IRPL, tecnologia de luz pulsada regulada disponível no CEOP, é uma opção utilizada no tratamento oftalmológico dessa condição. O equipamento possui registro para essa finalidade no Brasil e atua sobre as glândulas de Meibômio, que participam da formação da camada lipídica da lágrima.
A indicação, entretanto, depende do diagnóstico. Nem todo paciente com olho seco apresenta o mesmo mecanismo da doença, por isso a avaliação oftalmológica é fundamental para definir se essa ou outra abordagem é adequada.
Se ardência, vermelhidão, sensação de areia ou desconforto ocular fazem parte da sua rotina, procure um oftalmologista. Identificar a causa do olho seco é o primeiro passo para escolher o tratamento mais adequado.






